Casal pedala 16 mil km rumo à Copa, mas problema com visto interrompe viagem: ‘Burocracia’

A partida de Araraquara: o início da aventura

Fernando Luiz Petroni Alves Machado, de 42 anos, e sua esposa Marisa Barbieri Boralli, de 41, partiram de Araraquara, no interior de São Paulo, em agosto de 2024. Através de um sonho compartilhado, o casal decidiu se aventurar em uma jornada de bicicleta rumo à Copa do Mundo de Futebol que acontecerá no Canadá em 2026. Eles estavam determinados a percorrer mais de 23 mil quilômetros, atravessando as Américas e vivenciando diversas culturas ao longo do caminho.

Desafios enfrentados ao longo do caminho

Durante esses 20 meses, Fernando e Marisa passaram por 14 países, enfrentando variados desafios. A resiliência foi fundamental, já que a dupla pedalava em média 60 quilômetros por dia, transportando cerca de 60 quilos de equipamentos, incluindo barracas e utensílios essenciais para a sobrevivência na estrada. Além da resistência física, desafios como o clima extremo e terrenos montanhosos também testaram suas habilidades e determinação.

Mudanças no planejamento devido à burocracia

A travessia, que pareciam estar dentro do planejado, foi abruptamente interrompida. O plano inicial era entrar no México, mas eles não conseguiram o visto a tempo. “O que parecia tranquilo se tornou um grande obstáculo, pois não esperávamos as mudanças nas políticas de visto que ocorreram durante nossa viagem”, informou Fernando. Apesar de todo o planejamento, o casal foi tomado pela surpresa e teve que retornar ao Brasil.

casal de SP pedala 16 mil km rumo à Copa

Experiências em 14 países durante a jornada

  • Brasil: O ponto de partida, onde a dupla se preparou para a jornada.
  • Uruguai: Um país acolhedor com belas paisagens, onde fizeram amigos e trocaram histórias.
  • Argentina: A cultura vibrante e culinária deliciosa deixaram boas memórias.
  • Chile: O desafio da altitude foi imenso, mas as vistas foram recompensadoras.
  • Bolívia: Uma percepção cultural rica e experiências com os nativos marcaram a passagem.
  • Peru: Embora o país tenha prometido muito, a experiência não foi tão positiva quanto esperado.
  • Equador: Desfrutaram de uma diversidade de flora e fauna.
  • Colômbia: A hospitalidade dos colombianos foi marcante.
  • Panamá: O Canal do Panamá foi um grande ponto turístico visitado.
  • Costa Rica: A natureza exuberante impressionou o casal.
  • Nicarágua: Duas semanas de recheadas experiências culturais.
  • Honduras: Momentos de insegurança, mas também de acolhimento local.
  • El Salvador: As interações com os residentes foram enriquecedoras.
  • Guatemala: Foi onde tiveram que interromper a jornada devido à burocracia relativa ao visto.

O impacto emocional da interrupção da viagem

A volta ao Brasil não foi em uma atmosfera de celebração, mas de frustração. Fernando descreve o retorno como “um baque enorme”, referindo-se à sensação de que a continuidade de um sonho havia sido abruptamente interrompida. “Era como se alguém tivesse puxado o freio de mão na nossa jornada. O sentimento é de estar pronto, mas não poder prosseguir”, lamentou.



Cruzando as Américas de bicicleta

A experiência de cruzar as Américas não se resumia apenas à pedalada, mas a muitos ensinamentos e a importância de se conectar com as comunidades que encontraram pelo caminho. O casal relatou sobre a ajuda que receberam de estranhos, fortalecendo a crença de que ainda existem muitas pessoas boas dispostas a contribuir.

A importância do planejamento para viagens longas

O planejamento da viagem começou bem antes da partida, com pesquisas sobre o que levar, quais rotas seguir e os preparativos físicos. Contudo, a experiência mostrou que mesmo o melhor planejamento pode ser afetado por fatores externos, como a política e a burocracia. Fernando e Marisa aprenderam que a capacidade de adaptação é vital em uma grande jornada como essa.

Superando barreiras: a força do casal

A força do casal se manifestou também na maneira como lidaram com os desafios. Com cada quilômetro pedalado, eles se tornaram mais resilientes e mais unidos. A jornada não foi apenas uma prova de resistência física, mas um grande teste emocional que os fortaleceu como indivíduos e como parceiros.

Reflexões sobre segurança e vulnerabilidade na estrada

Viajar de bicicleta pode ser uma experiência incrível, mas traz consigo questões de segurança. Apesar de não terem enfrentado perigos extremos, houve momentos de insegurança, principalmente ao passar por regiões com dúvidas quanto à segurança. Fernando e Marisa ressaltam a importância da vigilância e do planejamento para garantir a segurança durante longas viagens.

Próximos passos: retomar o sonho de pedalar

Desistir nunca foi uma opção. Segundo o casal, deixar a viagem em aberto foi uma forma de assegurar que o sonho ainda está vivo. Eles planejam retornar ao percurso iniciado e sonham em conseguir alcançar até o Alasca, nos EUA. Neste momento, reestruturar as suas rotas, descansar e cuidar da parte emocional são prioridades para que possam voltar ao que realmente amam: pedalar.



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